Assinado por dois dos maiores especialistas em arquitetura cênica do país ­– o paulista J. C. Serroni (anteprojeto), e o carioca José Dias (projeto executivo) – , o projeto arquitetônico do Centro Cultural Solar de Botafogo preservou o aspecto histórico da construção, através de um trabalho de restauração da fachada original, e promoveu uma total reestruturação de seu espaço interno, com direito à anexação da área externa traseira, onde foi erguido o edifício teatral propriamente dito, composto de palco italiano em quarteladas, porão, urdimento e varandas de manobra, além dos camarins. Trata-se, por sinal, do primeiro teatro a ser construído na zona sul carioca e o primeiro particular surgido na cidade com todos esses recursos cenotécnicos desde a inauguração do Villa-Lobos, em 1979.
Com 800 m2 de área construída, além do teatro, com capacidade para 180 pessoas, o Solar de Botafogo abriga um segundo espaço cênico para pequenas produções (com capacidade para até 40 cadeiras), sala para ensaios e leituras, uma galeria de arte, um café-concerto; sem falar em bilheteria, banheiros públicos e um elevador para idosos e deficientes físicos.
Construído em três níveis, possui 180 lugares divididos entre platéia, platéia superior e camarote. O acesso pode ser feito por escadas ou por um elevador, que serve principalmente a idosos, gestantes e deficientes físicos, que possuem lugares especiais e toda a comodidade.

A sala multiuso é equipada com o que há de mais moderno em equipamentos de luz e audiovisual. Tem refrigeração perfeita e segue todas as normas de segurança. Possui ainda uma confortável sala para os operadores, patamar técnico para depósito de material, varandas ao redor de toda caixa cênica (que dão acesso à maquinaria teatral) e dois camarins. O palco italiano apresenta as seguintes medidas:

a) Boca de cena: 8 m (larg.) x 4,5 m (halt.);
b) Profundidade de palco: 6 m;
c) Altura do urdimento: 9 m.